Sergio Cabral
27 03 2007Who could have imagined that I would become Sergio Cabral’s biggest fan.
Ele argumenta: “O efeito da proibição da droga é devastador para todos os países, especialmente para os países em desenvolvimento. A disputa por território nos pontos de venda mata milhares de pessoas. Há guerrilhas alimentadas pelo narcotráfico. Não sou a favor da cocaína ou do cigarro de maconha. Mas o mundo precisa reconhecer que, mesmo gastando uma fortuna no combate ao tráfico, não consegue conter uma demanda crescente de drogas. É melhor que o viciado possa ser cadastrado, orientado e assistido pelo Estado. Essa discussão precisa passar pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela ONU. A África, a Ásia, os Estados Unidos e a Europa deveriam dar seus testemunhos. É preciso dar luz a esse assunto. O álcool e o tabaco são legais e matam. Mas a propaganda alerta os jovens para os malefícios. Por que não fazer o mesmo com as drogas?”.
Cabral for president:
Cabral defende a legalização de todas as drogas, do aborto, do jogo do bicho, do bingo, dos cassinos, os direitos dos homossexuais e a antecipação da maioridade penal para crimes hediondos. Seu slogan é “contra a hipocrisia”, e vale para todas as suas posições polêmicas: “Quando a proibição interfere nas liberdades individuais, deve ser revista ou no mínimo debatida”. Cabral quer também o fim do voto obrigatório nas eleições e o fim do voto secreto no Congresso. “Ele tem essa cara de bonzinho, sorridente, de bebê bochechudo”, diz o secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, “mas tem outro lado que é de briga, ele enfrenta mesmo.”


